Janeiro abriu com um tom amplamente
positivo para a distribuição europeia de TI, sustentado por um forte
encerramento de 2025 e pelo bom momento inicial em vários
mercados-chave. O progresso não foi uniforme, mas o cenário geral
aponta para uma demanda corporativa resiliente, uma recuperação
estável em software e infraestrutura, e uma divergência crescente
entre países, à medida que fatores regulatórios e macroeconômicos
começam a desempenhar um papel mais relevante.
França e Espanha ditaram o ritmo
inicial, ambas começando 2026 acima dos níveis de 2025. O Reino Unido
também entrou no ano de forma positiva, enquanto a Alemanha se manteve
estável, sem aceleração expressiva. A Itália se destacou negativamente
em relação à tendência geral, com a atividade de distribuição
continuando a ficar aquém de seus pares europeus, apesar de um cenário
econômico mais tranquilo. Em todo o Painel Europa, a maioria dos
mercados permaneceu acima do índice, reforçando a percepção de um
início construtivo, ainda que desigual.
Software e infraestrutura
impulsionam o momentum inicial
Software e licenças foram os
maiores contribuintes para o crescimento em valor, prolongando uma
tendência que se consolidou no segundo semestre de 2025.
Armazenamento em disco, redes de data center e segurança também
tiveram bom desempenho, refletindo um investimento empresarial
sustentado e uma pressão regulatória crescente. Periféricos e
categorias mais voltadas ao consumidor abriram o ano com maior
cautela, evidenciando a diferença persistente entre a demanda
corporativa e a do consumidor final.
Canais corporativos ditam o ritmo
Revendedores corporativos e
e-tailers voltados para empresas foram os claros impulsionadores do
desempenho em janeiro. Esses canais entraram em 2026 com um momentum
mais forte do que os canais voltados ao varejo e ao consumidor,
destacando onde a confiança nos gastos se concentra atualmente. Os
canais de consumo, embora tenham encerrado 2025 em alta,
apresentaram maior volatilidade, sinalizando uma recuperação mais
lenta e menos consistente.
Foco por país: Alemanha e França divergem
Na Alemanha, a pressão econômica
persistiu apesar da estabilização do PIB e da queda da inflação. A
entrada em vigor da NIS2 em dezembro ampliou as obrigações de
cibersegurança para cerca de 30.000 empresas, com indicações iniciais
de que isso se traduzirá em maior investimento em segurança ao longo
de 2026. Na França, um forte encerramento do quarto trimestre de 2025
elevou os resultados anuais para terreno positivo. A confiança de
empresas e consumidores se manteve apesar da instabilidade política,
sustentando a continuidade da atividade de distribuição em janeiro.
Cibersegurança encerra 2025 de
forma positiva, mas com sinais mistos
A cibersegurança europeia fechou
2025 com crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior, apesar de
um quarto trimestre mais fraco. O crescimento foi liderado por
segurança de redes e segurança de dados, enquanto a proteção de
endpoints ficou abaixo do esperado. Os avanços regulatórios em
curso, incluindo a aplicação da NIS2 e as propostas de medidas da UE
para cadeias de suprimentos, devem moldar as prioridades de
investimento ao longo de 2026.
Perspectivas
As primeiras semanas de 2026
sugerem um mercado estável, mas sem aceleração expressiva. A demanda
corporativa, o crescimento de valor liderado por software e os
investimentos motivados por regulação permanecem como os suportes mais
confiáveis, enquanto as diferenças entre os mercados nacionais se
tornam mais pronunciadas. A forma como as organizações equilibrarão
confiança, conformidade e controle de custos terá um papel fundamental
em determinar quão igualitária será essa recuperação em toda a Europa.
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